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Foto do escritorLetícia Charelli

Bioimpressão de biomáscaras para a reconstrução facial

Atualizado: 28 de mar. de 2023

O tratamento de lesões faciais, como queimaduras, ainda continua sendo um grande desafio. Isto porque, a face possui contornos variados e movimentações complexas.


No Brasil, por exemplo, estima-se que ocorram 2 milhões de acidentes por queimaduras ao ano. Ocasionando gastos ao SUS de aproximadamente R$ 55 milhões/ano para o tratamento desses pacientes.


As estratégias de tratamento atuais, para as queimaduras faciais extensas, são limitadas ao uso de autoenxertos (retirado do próprio paciente), aloenxertos (proveniente de outro indivíduo) e substitutos de pele. No entanto, estes frequentemente resultam em cicatrizes, infecção, perda de mobilidade ou falha do enxerto.


“Tentando reverter essa realidade, pesquisadores desenvolveram uma Biomáscara através da Bioimpressão 3D, capaz de se ajustar ao rosto de cada paciente e ainda promover a regeneração do tecido lesionado (fig 1)”



Como funcionou a técnica?

As Biomáscaras são paciente-específicas, ou seja, é possível biofabricá-las de acordo com o rosto de cada paciente. O processo de produção da Biomáscara teve início com uma imagem de tomografia computadorizada do paciente. Essa imagem foi tratada e levada ao software da Bioimpressora.


Tendo o padrão do rosto do paciente definido, a Biomáscara foi bioimpressa contendo 3 camadas: (I) uma camada porosa de poliuretano, (II) uma camada de biotinta carregada de queratinócitos e (III) uma camada de biotinta carregada de fibroblastos (fig 2).


A estratégia desenvolvida pelos pesquisadores gerou Biomáscaras flexíveis, fáceis de manipular e com alta viabilidade celular. Para avaliar a biocompatibilidade e o potencial regenerativo, as Biomáscaras foram implantadas na pele dorsal de camundongos. Após 4 semanas, foi visto a integração entre a Biomáscara e o tecido do camundongo, assim como a presença de vasos sanguíneos. As Biomáscaras foram capazes de estimular a regeneração tecidual promovendo uma melhora tanto estética quanto funcional aos camundongos (fig 3).


Estudos futuros visam incluir melanócitos a fim de restaurar o tom de pele do paciente, evitando assim a descoloração característica do modelo feito em laboratório quando comparado com o da pele nativa do paciente.


Referências

SEOL, Young-Joon; LEE, Hyungseok; COPUS, Joshua S.; KANG, Hyun-Wook; CHO, Dong-Woo; ATALA, Anthony; LEE, Sang Jin; YOO, James J.. 3D bioprinted biomask for facial skin reconstruction. Bioprinting, [S.L.], v. 10, p. 1-13, jun. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.bprint.2018.e00028.


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